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A nova paisagem do rio Sabor

June 27, 2016

Dia #1

Santuário de Cerejais, Alfândega da Fé. Bem no coração do território afetado pela albufeira do Baixo Sabor, este santuário dispõe de acomodações muito boas, complementadas com um acolhimento fantástico e serviu-nos de base para as explorações ao longo do fim de semana da Travessia de Verão 2016.

Para a maioria dos participantes a expetativa era grande e a primeira imagem da albufeira, quando se descia para o vale junto à ponte de Remondes, confirmou o que se esperava: as encostas de oliveiras e amendoeiras tipicamente transmontanas... com água a perder de vista! A impressão não fica atrás da chegada do mar do Alqueva à planície alentejana profunda.

O primeiro dia levou-nos "rio abaixo", com vento pela popa, até à ponte de Meirinhos, numa extensão de 17 km de fragas cobertas de vegetação, ora oliveiras e amendoeiras, ora matos densos, percorrendo o vale mais encaixado de toda a albufeira. Pelo caminho, para além das percas e cobras de água, avistaram-se um casal de grifos e alguns papa-figos.

Este dia terminou à mesa, sofrendo durante os 120 minutos do Portugal-Croácia, mas tratando do corpo e da alma com posta à mirandesa e mais umas iguarias do mesmo teor.

 

Dia #2

Para o segundo dia da Travessia de Verão escolheu-se um percurso mais variado, começando na ponte de Sendim da Ribeira, explorando a ribeira para montante ao encontro de colónias de cágados mediterrânicos e de lagostins de água doce, descendo depois até à sua confluência com o Sabor, de novo com o vento pela popa.

Este é certamente o setor mais largo da albufeira, com vertentes despidas de árvores e amarelas da secura do Verão, com todas as cores a ganharem vida à medida que o sol vai descendo. Lá no alto vê-se o novo santuário de Santo Antão da Barca. O antigo foi submergido pelas águas. Antes do regresso ao ponto inicial, um desvio até uma pequena ilha ocupada por uma casa em ruínas e que agora abriga uma colónia de milhafres. No final do dia, feitas as contas, foram 26 km de navegação.

Mas, para além da navegação, o objetivo era mesmo perceber o novo Sabor, o que se perdeu, o que se ganhou. Do ponto de vista da canoagem é mais uma enorme extensão de paisagem a explorar, ainda sem qualquer infraestrutura de apoio e com poucos locais para acampar numa autonomia, mas com uma biodiversidade em crescendo e com cores diferentes em cada estação do ano. 

Voltaremos!

 

Todas as fotos aqui!

 

 

 

 

 

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